Notícias


Maricultores proibidos de comercializar ostras, vieiras e mexilhões com demais Estados

Postado em: 16/05/2018

Renê Muller, divulgação


O deputado estadual Jean Kuhlmann ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, dia 16, para cobrar da secretaria de Agricultura do Estado e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) maior atenção com os produtores e famílias que dependem da maricultura.
Os produtores catarinenses estão impedidos de comercializar ostras, vieiras e mexilhões com os demais Estados, por determinação do Ministério da Agricultura. A medida foi tomada porque o contrato do governo do Estado com o laboratório que faz a análise da água venceu na sexta-feira, dia 11.
O contrato foi rompido após o laboratório pedir o aumento de valor da análise, de R$ 30 para R$ 120. Mas o mesmo laboratório venceu a licitação realizada a seguir. A qualidade da água de cultivo precisa ser analisada para passar pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), que garante a comercialização para demais estados brasileiros.
Sem saber do problema com o laboratório, o Ministério enviou a determinação para a Cidasc na sexta. A situação deve ser normalizada somente em 15 dias.
"Famílias que dependem da produção vão perder em média R$ 3 mil por semana, porque não podem vender seu produto para fora de Santa Catarina. Venho aqui pedir à Cidasc e à secretaria de Agricultura que olhem a situação com mais atenção, e não deixem um caso desse acontecer por pura burocracia", lamentou o deputado Jean.
O parlamentar apresentou, em 2015, o projeto que tornou a maricultura atividade de interesse social e econômico em Santa Catarina. Os 604 maricultores em atividade no Estado são responsáveis por 95% da produção brasileira de mexilhões e ostras, concentrada hoje em 12 municípios de nosso litoral.